Blog sobre a vida e o amor, a humanidade e os paradoxos da (in)existência, Informática e Novas Tecnologias.
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quinta-feira, janeiro 31, 2013
Longe e Perto
Longe e Perto
Lá longe...
Há um som, a voz que se extingue
Relembro, sem ter o teu toque
Esse momento sublime...
Filigranas de pequenos prazeres
Na minha memória se imprime
Em doces lembranças te atreves
Teus dedos meus lábios comprime
Presença matéria incompleta
Este sonho cálido e forte
Dessa miragem desinquieta
Onde encontro e perco o norte
Sentir pulsar o meu sangue
A tremer pelo fôlego me vou
provocando o mais íntimo prazer
Teu coração meu alcançou
Se não há nada que exista
porquê pensar então
se o bom que aí acontece
Poderá... perder a razão!?
Sem ilusões, sentimentos louvas
É bom saber estar... sonhar
Deita tua cabeça no meu peito
E fica, enquanto quiseres estar...
Aquela verdade persigo
Um sentimento apaziguador
Estendendo minha mão te digo
Ofereço-te O melhor refúgio...
Meu amor!
(c) JdM 10AGO2010
segunda-feira, dezembro 10, 2012
Para ti!
Há versos lindos com palavras perenes
em poiso levante de guardiã tu consegues
No lábio que se fecha para um beijo curto
no olhar que define este meu surto
Cravo e quero dar-te o bem da verdade
Mostrar-te o fogo do amor que ainda arde
Neste meu peito que por ti anseia tanto
Onde teu rosto apaziguará teu pranto
Relíquia de meu Ser espera para ver
a loucura que concreta prometo tecer
Nesses teus lábios docemente descer
Nesse teu corpo sentir-me efervescer
Nada haverá que por fim guarde
Nem sonho que recorrente se atarde
Porque mais linda que esta prosa, flor
Será unir dois corpos, fogosa, esplendor.
JdMDez2012
sexta-feira, novembro 09, 2012
domingo, abril 15, 2012
Em tempos havia os torneios... outra vez!!
Porque eu próprio preciso de lembrar-me - de vez em quando - desta história que escrevi há anos!
Santos da casa não fazem milagres ou...
Santos da casa não fazem milagres ou...
em tempos, havia os torneios.
— Mestre, preciso falar-lhe - pediu humildemente o aprendiz, receando utilizar o precioso tempo do seu mentor. Ele sabia que a resposta seria muito provavelmente positiva, e a forma do pedido nada tinha de subserviência, mas revelava-se de um profundo respeito e reconhecimento.
— Sim meu rapaz, entra! - o velho olhou-o de alto a baixo, estranhando o seu nervosismo. - Conta! O que te traz por cá?
— Grande Mestre, estou confuso!...
— Acalma-te e... - fez uma pausa apontando para a única cadeira que havia do outrolado da sua velha secretária repleta de livros. - Senta-te! O rapaz respirou fundo.
— O que te confunde?
— As pessoas... - o velho olhou-o por cima dos óculos. -... as suas acções e reacções. - Acrescentou prontamente.
— Podes dar-me mais pormenores?
— O Mestre sabe como tenho tentado esmerar-me no trabalho que me confiou...
— Sim. E a propósito, como vão as coisas na estalagem? E o teu trabalho como preparador dos cavalos dos torneios?
— Pois... os visitantes e os donos dos cavalos parecem dar muito mais importância aos bobos e aos saltimbancos do que àquilo que digo sobre como devem subir as estribeiras ou, noutros casos, porque as devem trocar.
— Mas, já alguma coisa aconteceu por não seguirem o que indicavas?
— Sim... - abanou afirmativamente com a cabeça. - De certa forma. Alguns dos donos dos cavalos trocaram de fabricante de sela. Mais propriamente para aquele correeiro que eu tenho dito fazer as selas do melhor e mais fiável couro.
— Trocaram?!... Mas, isso é óptimo meu rapaz!
— Nem por isso. - disse, decepcionado. - Esses são aqueles que nem sequer falam comigo e duvido mesmo que a minha mensagem lhes tenha chegado através dos seus pajens.O velho levantou o sobrolho à espera que o rapaz completasse.
— Eles próprios devem ter chegado a essa conclusão quando faziam torneios em terras distantes. Aí parece que dão muito mais importância a pessoas com as minhas funções. - concluiu.
— Há aí uma diferença...
— Mas, Mestre, o que mais me magoa é ouvir alguns comentários directos ao meu trabalho, culpando-me quando um cavalo não dá o rendimento que deveria ou morre em plena prova... - O velho ouvia-o com atenção. - Confesso que, de tudo o que me ensinou, a matéria sobre a qual ainda tenho alguma dificuldade é a mente... o espírito humano.O velho levantou-se e rodou sobre si próprio.
— Olha à tua volta! - disse, abanando com a bengala no ar. - Diz-me um único livro daqui que não tenhas desfolhado pelo menos uma vez!... Meu jovem, sabes tanto sobre tanta coisa e aquilo que mais te apoquenta são as opiniões dos outros. Mas isso é bom... - Voltou-se e, apoiado na bengala, balançou o indicador em direcção ao rapaz. - ...isso revela que te interessas, que há algo no interior de ti que gostaria de fazer ver a essas pessoas o quão erradas estão. Oh, a justiça... a injustiça!... - O rapaz abanou afirmativamente com a cabeça e um sorriso começou a desenhar-se no seu rosto. O Mestre estava a perceber.
— Pois escuta o que te digo! - aproximou-se e olhou-o nos olhos. - Não é fácil!
— Será uma cruzada inglória?
— Sim, talvez. Mas, isso não quer dizer que estejas errado ao tentar. Nunca penses ue o teu esforço é em vão, só por alguns comentários ou acções menos favoráveis.O espírito humano é demasiado complicado para concluíres que tudo tem a ver com o teu trabalho. - Aproximou-se do rapaz, agarrou-lhe os ombros e, sem esforço, levantou-o. - De uma coisa podes ter a certeza, por cada um que não te ouve há dez a quererem ouvir-te.O velho acompanhou-o à porta e acrescentou:
— Não é fácil mudar o pensamento humano do dia para a noite. Aquilo que tu sentes,outros antes de ti também sentiram... e acredita que mais sentirão. Por uma razão ou por outra, haverá sempre quem não compreenda o que estamos a fazer. Levar uma sopa quente ao leito do nosso moribundo vizinho, que antes nos roubava os ovos, pode parecer tão absurdo como profundamente generoso. Tudo isso faz parte de algo que uns compreenderão, outros aprenderão a compreender, mas outros jamais alcançarão. Mas, se juntares os que compreendem aos que têm vontade de aprender, verás que tens muita gente por quem valha a pena continuar.O velho sorriu-lhe e o olhar do jovem brilhou. A esperança tinha voltado. A forma estranha como algumas mentalidades faziam rimar senso comum com fundamentalismo deveria ser confrontada em vez de ignorada. Porque isso faria parte da grande Obra; além de consciencializar a diferença entre ignorância, estupidez e incompetência.
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sábado, fevereiro 04, 2012
Had I been there...
I'd say love was a magical flame
I'd say love would keep us from pain
Had I been there, had I been there
I would promise you all of my life
But to lose you would cut like a knife
So I don't dare, no I don't dare
Cause I've never come close in all of these years
You are the only one to stop my tears
And I'm so scared, I am so scared
Take me back in time maybe I can forget
Turn a different corner and we never would have met
Would you care
I don't understand it, for you it's a breeze
Little by little you've brought me to my knees
Don't you care
No I've never come close in all of these years
You are the only one to stop my tears
I'm so scared, love has gone
And if all that there is, is this fear of being used
I should go back to being lonely and confused
If I could, I would, I swear
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Ensaio sobre a incompreensão
Compreender
Trago comigo o tempo de perdura. O mesmo que me faz recordar as palavras que trocávamos, que pareciam sair do mesmo livro, do mesmo círculo de compreensão. Agora divago entre o que percebo e o que me é enigmaticamente apresentado com argumentos confusos e vagos. Procuro encontrar explicações. Soluções. Nada! É como tentar estancar sangue que não pára de jorrar. Pressiono a ferida, faço-lhe engenhosos torniquetes... sem resultado. É um martírio. Uma cruz demasiado pesada para uma só alma, um paradoxo de sensações e emoções; onde não há glória nesta reclusão, nem plenitude para lá destas grades.
(jdm Janeiro2012)
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Feliz 2012!
Que o Novo Ano seja preenchido com Esperança
Muito Amor
Renovadas Alegrias
e Todos os Sonhos Realizados!
Dores de alma II
Que faço eu aqui?
...Certo que estou aqui por ti
e só para ti
Mas, cada vez que dou conta
e vejo o tempo passar
as horas transformam-se em dias
e os dias em penosas eternidades
Que faço eu a tanto amor?...
Não consigo esquecer-te
Não quero esquecer-te!
Desejo-te a cada momento
e sonho-te vezes sem conta
Que faço eu, amor?... Que hei-de eu fazer?...
Consumo-me em viscerais dores de alma
Numa esperança estrangulada por te não ver
Por não te ouvir
Por não te sentir
Por não te (poder) ter...
Dói...
Fecho os meus olhos cansados
E pé-ante-pé vou ter contigo à cama
Abre-se a minha mente insana
A sonhos outrora domados
Caminho
Arrebatando esses desejos bravios
Ter-te assim pela manhã
Amar-te enquanto o sol nasce
Num regaço de imaculada luz
Saindo do frio da noite
Para onde o calor nos conduz
Entre superior e submisso
Entrego-me à luxúria do nosso amor
Ao sublime toque dos nossos corpos nus
Beijando tua pele branca e macia
E em êxtase, como por pura magia
Sinto o teu cheiro e a tua pele na minha
Minhas mãos teus poros suados acaricia
Ao ritmo da pulsação
Conjugo amar eternamente
E sendo eterno o presente
Onde és minha dona e senhora
Aqui e agora.... consente
Sê minha doce rainha
Minha mulher pecadora.
Assim me Agarro! Assim te Fixo! Assim te Quero!
É que, eu... não sei viver sem ti
Porque sem ti desespero
jdm Agosto 2010
+ Dezembro 2011
sábado, dezembro 17, 2011
Quanto devemos, como, porquê?
"Em Portugal, existe uma elite corrupta que capturou a economia e o poder político. Esta elite também se recusa a pagar impostos. A grande corrupção ocorre ao nível empresarial e político quando um grupo restrito de pessoas usa a magistratura de influência para aprovar leis labirínticas que lhes concedem benefícios vedados aos restantes concidadãos." VER TUDO EM http://www.auditoriacidada.info/
terça-feira, dezembro 06, 2011
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Há muito que elogiar no amor
MEC in Elogio ao amor - Crónicas do Expresso
domingo, novembro 27, 2011
Musa procura-se!
Crónica do Palhaço Catita
Único requisito físico: Cabelos negros frisados.
Sem tabus. Intelectualmente sagaz. Sentido de humor perspicaz. Valores humanos invioláveis. E o resto podes saber fazendo um pedido de amizade através do messenger para tron175@live.com.pt .
Acredito que qualquer (re)começar do zero deve ser feito sem ressentimentos, sem remorsos e com muita paixão, seja por um projecto ou por outro ser. Não se deve imputar ou receber culpas que nos podem consumir a nossa percepção do futuro ou dos sonhos que almejamos.
quinta-feira, novembro 17, 2011
sexta-feira, novembro 04, 2011
Hans Rosling - Crescimento Populacional
ou o fosso entre ricos e pobres
terça-feira, novembro 01, 2011
Lençóis de Cetim II
LENÇÓIS DE CETIM - II
Pensar em ti passou a ser o meu passatempo preferido. Sonhava estar contigo nos meus lençóis de cetim, onde sempre gostei de sentir o misto do frio e a estática que o tecido passava ao corpo. Havia momentos em que esperava o escuro da noite cair sobre o meu desejo e imaginava-te ao meu lado, juntos, emaranhados naquele cinzento prata que me electrizava a pele e me apurava os sentidos. Talvez fosse uma droga. Um desejo de libertação de adrenalina que me levava a um corrupio de sensações. Aquelas mesmas que tinha cada vez que me aproximava realmente de ti. Um sonho que tão depressa parecia materializar-se, como logo depois desaparecia entre risadas, um encolher de ombros e um desconcertante e enigmático “até logo”…
CAPÍTULO I
– Até logo. – Respondia-te, perplexo pelo beijo maternal meio de fugida e pela cabeça que rodopiava parecendo querer apanhar os teus próprios olhos, que nem por um instante se fixavam nos meus.
Saía. Dava por mim a contar as pedras da calçada e a olhar para relógio que julgava inerte. Ninguém me conseguia convencer que aqueles ponteiros efectivamente andavam... Colocava os meus auscultadores, o mp3 com a música que tanto gostávamos e brindava a minha mente com quimeras de desejo; imagens de amor, paixão e luxuria.
Misturado na multidão da cidade tropeçava frequentemente em sorrisos. O mesmo tipo de sorriso que me prendia a este mundo, era a minha panaceia e me fazia recordar da única mulher que, alguma vez, realmente amei. Aí perdia-me. Enredava-me em pensamentos tão loucos que fariam qualquer um ser internado por insanidade. Uma alienação mental que me levava para além da minha própria noção de amor, tornando-se naquela dor profunda, impossível de descrever, que nos corrói o espírito e nos apoquenta a alma. Sofria por tanto te amar e consumia-me em tentativas de interpretar todos e cada um dos teus gestos sempre que timidamente manifestava querer ter-te por companheira, mulher, amante.
As bordas de uma chávena de café substituiram por momentos os teus lábios. Quente, húmido... com aroma e sabor. Fechei os olhos e imaginei-te em toda a tua beleza; a alma que tanto admirava e o corpo que - qual deusa - me fazias ardentemente desejar...
sábado, setembro 17, 2011
Lama dixit
"Falo com um ser humano entre os sete bilhões de seres humanos. Somos todos iguais, independente de religião, fé, partido político, país. Todas essas questões fazem parte de um nível secundário. Se você dá muita importância para esse nível, surgem os problemas, negligencia-se a unidade elementar. O mundo é um só, é preciso ser honesto como ser humano; é necessário cuidar do mundo. Necessitamos de um esforço coletivo para criar uma harmonia genuína, com base na ética. Independente da religião, todas elas têm um mesmo fim: amor, perdão, harmonia e disciplina. Tenho amigos verdadeiros que são cristãos, judeus, muçulmanos, hinduístas. Há essa terceira via, que não passa necessariamente pela religião, que é o fato de usar o bom senso, de compartilhar boas experiências. O objetivo comum é construir a paz interior, para uma família feliz e, por consequência, uma comunidade feliz".
quarta-feira, setembro 14, 2011
terça-feira, agosto 09, 2011
terça-feira, julho 19, 2011
quarta-feira, julho 13, 2011
non c'é via d'uscita per questo amore
Non c'è... non c'è il profumo della tua pelle
Non c'è... il respiro di te sul viso
Non c'è... la tua bocca di fragola
Non c'è... il dolce miele dei tuoi capelli
Non c'è... che il veleno di te sul cuore
Non c'è... via d'uscita per questo amore
Non c'è... non c'è vita per me, più
Non c'è... non c'è altra ragione che mi liberi l'anima
Non c'é...
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