Mostrar mensagens com a etiqueta Amena cavaqueira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amena cavaqueira. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, outubro 28, 2016

Tripalium: Uma dose de boa análise psicosocial


Com a devida vénia; Lido originalmente em:
http://linguaafiada.blogs.sapo.pt/desmotivacao-no-trabalho-134405




Desmotivação no trabalho

Quando abraçamos o mundo do trabalho estamos cheios de força, garra, queremos mostrar o que sabemos, fazer valer os nossos conhecimentos, provar que somos bons, dependendo de pessoa para pessoa essa motivação pode durar anos ou apenas algumas horas, tudo resulta do emprego, do empregador, do ambiente e acima de tudo das nossas expetativas.
Voltamos nós às malditas expetativas que moldam a nossa forma de ver o mundo, são elas as responsáveis pela nossa felicidade, pela nossa infelicidade e pela nossa ansiedade.

O primeiro emprego é
como o primeiro amor.

Se no primeiro emprego todos reagimos mais ou menos da mesma forma, nos seguintes já não é bem assim, uma vez que as nossas experiências passadas irão condicionar a nossa forma de estar no emprego, iremos querer fazer melhor, não iremos cair nos mesmos erros e tentaremos repetir o que fizemos bem.
O primeiro emprego é como o primeiro amor, nós julgamos saber como é, conhecemo-lo dos livros, dos filmes, de o vermos nos outros e queremos senti-lo, desejamo-lo, ansiamo-lo, mas só sabemos realmente o que é quando amamos e sentimos o mundo a fugir-nos debaixo dos pés. O emprego é exatamente igual, ambicionamos a independência financeira, desejamos ter um papel relevante, queremos colocar os nossos conhecimentos em prática, mas só sabemos o que é trabalhar e ter um chefe quando realmente começamos a trabalhar e sentimos os projetos profissionais e a independência a fugir-nos debaixo dos pés.

A adaptação não tem que ser necessariamente má, acredito que ajustarmos as nossas expetativas à realidade laboral e evoluirmos o nosso plano para algo mais concreto e muitas vezes mais plausível é importante. Mas a verdade é que são poucas as pessoas que veem o seu percurso profissional evoluir da forma que esperavam, pelo contrário, são bem mais os casos de insucesso.
A maioria das pessoas que conheço está desmotivada no trabalho, salvam-se os que mudaram de emprego recentemente e estão ainda na fase de deslumbramento e alguns funcionários públicos, que não estando contentes, têm consciência que cá fora a selva tem muito mais feras.

A maioria das empresas portuguesas
são castradoras de ideias

Os motivos de desmotivação são vários e distintos, mas bem exprimidos resumem-se a apenas um – falta de reconhecimento, esta falta de reconhecimento pode ter várias causas, ausência de um aumento, ausência de progressão na carreira, ausência de projetos novos, ausência de integração, ausência de confiança, ausência de gratificação verbal, às vezes um simples obrigado pode fazer toda a diferença, embora a longo prazo seja insuficiente.
Quando ficamos muitos anos no mesmo local é fácil a desmotivação apoderar-se de nós, a rotina, as mesmas pessoas, as mesmas funções, levam-nos a executar as tarefas em modo automático, sem questionar, inovar, pensar ou sugerir mudanças.
A maioria das empresas portuguesas são castradoras de ideias, não ouvem as opiniões dos colaboradores, têm estruturas organizacionais rígidas, inflexíveis e verticais, muitas vezes com o poder de decisão concentrado numa só pessoa no topo do organigrama, as ideias e sugestões das bases só têm dois destinos o caixote do lixo ou a apropriação pelos superiores.
Da mesma forma que nos formatam nas escolas, formatam-nos no trabalho, subaproveitando o capital humano, o mais valioso de todos e desperdiçando talento.
Essa injustiça é o fator mais desmotivante, mesmo que as pessoas não tenham consciência disso, é essa injustiça, esse castramento que as desmotiva, pois é esse princípio, essa formatação que os leva a serem mais um elemento sem voz e quem não tem voz não é ouvido e quem não é ouvido passa despercebido e quem não e visto não é lembrado.
E quem é que aumentado?
Quem é ouvido, notado, visto e lembrado.

Poderia ser importante ter-se conhecimento disto, mas não é, porquê?
Porque ou conseguimos pelo cargo ou funções fazer-nos ouvir ou a máquina castradora nunca nos dará ouvidos.
O que nos resta fazer?
Mudar, mudar de empresa ou mudar, até, de área, procurar um local onde nos ouçam e nos valorizem.

O grande problema?
O sistema, mais tarde ou mais cedo, a máquina castradora apanha-nos, temos duas opções ou viramos salta-pocinhas e levamos com o título de incompetentes ou empreendedores dependerá do contexto ou conformamo-nos com a desmotivação.

Durante muito tempo acreditei que quem é competente, leal, criativo, proactivo, preocupado e consciente acabaria por ser reconhecido pelo seu valor, afinal o bom trabalho acaba sempre por sobressair, estava redondamente enganada, as coisas não são assim tão lineares.
Podemos arranjar as desculpas que quisermos, mas se reunirmos todas as condições para sermos um bom profissional merecemos ser reconhecidos, podemos encontrar diversas justificações para permanecermos no mesmo local, nenhuma será válida se estivermos lentamente a definhar e a perder valor.
Somos um ativo como outro qualquer quando o investimento que a empresa faz em nós não é simultaneamente atrativo e rentável está na hora de procurar outro investidor disposto a apostar em nós.
Só temos um problema, o sistema, o sistema não está preparado para investir apenas para cobrar.

quarta-feira, julho 20, 2016

E o jantar ontem foi...



Rodízio Especial de Marisco - Não se vê na imagem: Lagosta e Sapateira recheada
(a convite da Ana e do Belmiro)
Marisqueira Quedadagua.pt - Odivelas

sábado, maio 07, 2011

Espírito empresarial português


RAP acerca das medidas da troika:

"Sabes que, uma das medidas é, os patrões pagam menos para a segurança social. Para quê?... Para melhorar a competitividade da economia; o raciocínio é: os patrões, os grandes empresários pagando menos para a segurança social ficam com mais dinheiro, para quê, para investir em mais emprego. Isto é normalmente o que acontece; um patrão fica com mais dinheiro, o que é que faz? Vai ao stand da Ferrari e diz:
– Tem aí algum pacote de criação de emprego para eu poder estimular o nosso país e a economia?
E eles dizem:
– Não.
– Então dê-me um Testarrossa."

In Governo Sombra em Berlim em 6 MAIO 2011. Partes 1 e 2 aqui

segunda-feira, abril 18, 2011

TEDxEdges - Carlos Moura





Porque fazem falta os "porquês?" e os "e se...?". 
Um discurso eloquente, objectivo e sociologicamente irrepreensível. Vale mesmo a pena parar um pouco e escutar.


segunda-feira, novembro 22, 2010

O que vem antes (d)e a seguir



Estamos a mudar, certo?! 
Olhamos da mesma maneira para os problemas? Temos as discussões padronizadas? Apoiamos as mesmas ideias? 

Acho que vivemos numa espécie de: experimenta - berra, condiciona, emite - primeiro, e depois logo se vê... Não se pensa duas vezes antes de o fazer. Aliás, acho mesmo que há muita gente que nem sequer pensa!! 

O sistema de valores está a mudar, a comunidade está a a fervilhar com a necessidade de comunicação e já não importa tanto o que se transmite mas sim a quantidade e a velocidade. No dia-a-dia, muitos de nós já o fazemos de forma subconsciente - com uma enorme carga inconsciente, estaria tentado a dizer. A influência é tão ou mais forte quando a capacidade do emissor ordenar ideias leva-o a emitir uma opinião baralhada, dependente de uma ou mais condições, sejam; sociais, políticas, de ambiente, de disposição pessoal, moral... etc., que não considerou ou analisou objectivamente.

Essa é uma situação que já existia há algum tempo, mas é agora que ela se torna pela primeira vez preocupante; esta é a era da informação e do chegar ao topo a qualquer preço. O modelo de comunicação muda a uma velocidade estonteante, ao mesmo tempo que o reconhecimento de talentos individuais diminuem. Tanto, que muitos de nós não conseguiremos acompanhar, assimilar e adaptar-nos. Não ver e recompensar um dom em detrimento de uma imagem ou idiotice, não é uma moda, é uma cruel transformação.

Subentende-se, entramos numa cultura de comunicação em que já não é o emissor que tem de se preocupar com o conceito ou propósito, mas sim o receptor que terá de ter a capacidade de filtrar, considerar e apreender o que é ou não importante. Para alguns fará confusão. Em muitos casos será desastroso.

Não sou fundamentalista e longe de mim pensar em dogmas, sejam eles sociais ou outros. Mas, assusta-me o facilitismo do "já não é preciso pensar". Empurrar a resolução de um problema para quando ele efectivamente se declarar é óptimo quando se luta contra o tempo e se sabe que as acções subsequentes não prejudicam ninguém de alguma forma ou levam a cometer outros erros. Mas quando as emoções, vidas ou necessidades básicas nossas ou de outros estão em risco...

A continuar assim, rápido mais erros serão cometidos. E se ao seu lado alguém pode sofrer, mais cedo ou mais tarde isso repercutir-se-à no próprio. Quando se der conta disso, será tarde. O erro pode ser disparar contra o próprio pé... ou em alguém que nos dá o pão. O que não deixa de ser uma impressionante metáfora.

É tão difícil assim... pensar?!

terça-feira, setembro 07, 2010

Verdades absolutas #2


Em matéria de leitura do inconsciente, as mulheres revelam-se mais astutas que os homens. “Têm uma capacidade natural para detectar e interpretar sinais não verbais, e ‘olho clínico’ para pequenos pormenores” – daí a designação ‘intuição feminina’. A capacidade está cientificamente provada, deve-se ao facto de as mulheres possuírem 14 a 16 áreas do cérebro consagradas à avaliação do comportamento dos outros. Nos homens, são quatro a seis.
In Maxima.pt 

sábado, agosto 21, 2010

Tarefas ingratas



Um olhar sobre o meu novo Romance*

Amar-te era uma tarefa de uma só pessoa. Minha. Tinha de amar-te pelos dois. Era frustrante. Infalivelmente inútil tentar fazer-te ver o quanto estavas errada. Não admitias. Sei que o tempo poderia ter dito muito mais que as lágrimas que por vezes – e em segredo – teimavam em inundar-me os olhos, mas era mais fácil chorar. Conformar-me. Resignar-me com o que se estava a passar. Várias vezes, numa tentativa – vã, diga-se – de amenizar os acontecimentos, fechava os olhos. Queria apenas sentir o vento na minha cara. Mas, eram dedos gélidos que percorriam e cortavam o meu corpo, em vez de uma leve brisa que me acariciasse a face. Essa era a desgraçada força das tuas infaustas palavras. 


Não tem título definitivo. Aceitam-se sugestões :)

*«Ainda não terminaste o primeiro e já estás a escrever outro?!?»
Muito provavelmente... este será o primeiro. O outro está a ficar muito loooooongo ;)

domingo, agosto 01, 2010

Para cada acção...


... há uma reacção.

A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos.

Albert Einstein

sábado, julho 31, 2010

Em Bom Português


Muitas discussões esta dúvida já lançou no circulo familiar e de amigos. Aqui fica o esclarecimento de peritos em língua portuguesa.

Os homens devem agradecer dizendo obrigado e as mulheres dizendo obrigada?
Uma mulher pode agradecer de forma correcta com obrigada - utilizando um adjectivo que concorda em género e número com o sujeito falante - ou com obrigado - utilizando uma interjeição, que é invariável -, mas um homem só deverá agradecer com obrigado, pois esta forma é a do adjectivo masculino singular e da interjeição.
(in FLIP - Dúvida Linguística) 
 
Estamos esclarecidos?...
;)


quarta-feira, julho 28, 2010

Conversas de café #2


(final da conversa esta manhã no café com uma amiga)

Ela franziu o sobrolho.
-- Mas, tu sabes cozinhar!?... Ainda não me tinhas dito que sabias cozinhar...
Reparei na expressão misto de incredulidade e espanto.
-- É estranho. Cada vez que digo que sei cozinhar, olham para mim como se tivessem desenterrado um artefacto arqueológico qualquer. É assim tão difícil de acreditar....!? É que, há homens que sabem, de facto, cozinhar, sabias?!...
-- Pois... mas é raro, ou então são cheff's.
-- Então.... mas, os que não sabem, podem aprender...?!
Colocou a mão no meu ombro. Balançou o corpo na cadeira e deu uma gargalhada.
-- Agora fizeste-me rir!...

terça-feira, julho 20, 2010

Realidades, ilusões e desilusões...



Escrevi este texto há alguns anos.
Mesmo adaptando ao presente, acho que, no essencial, ele continua a fazer (imenso) sentido.

Neste mundo da net, é impressionante o que encontramos em, e para lá de, cada face, avatar ou nick. 
Se alguns tendem a julgar o justo pelo pecador, muitos abrem as portas a qualquer estranho e "coleccionam" contactos atrás de contactos, como amizades numa sala de troféus. E era tão bom que tudo o que desejamos fosse verdade, não é?... Era tão bom que fosse tudo exactamente como nós queremos. Só que, nessa equação, esquecemos o fundamental; há sempre dois indivíduos, duas mentes, dois pensamentos... Será errado julgar, como é errado tomar um compromisso unilateral nesse binómio. Porque um "compromisso" pressupõe uma promessa mútua.
Claro, o mundo não é perfeito... mas, magoa ver tanta fraude e frivolidade por trás de certos olhos/indivíduos. 
Felizmente, nem todos são como esses NetVizinhos, e aqui e ali encontramos pérolas de verdadeira sabedoria de experiência de vida feita. Cunhos de imagens - metaforicamente falando - reais, sinceras e amigas.
A pergunta sacramental continua a ser: "O que fazer com tudo isso?" - Descobrir? Dissimular? Salientar? ou simplesmente ignorar? 
Eu (ainda) escolho tudo!... 
Tento indagar mais do que a fina camada superficial, ajudar a encobrir fragilidades, salientar as qualidades e ignorar as frivolidades. O que quer ser fútil... no nada continuará. Assim seja!
No fim é certo que posso estar sem grandes resultados liquidos para mim próprio, mas não me importo, porque considero-me muito mais rico em termos de Conhecimento, Amizades e magnanimidade. 
Por isso, continuo a acreditar. E acreditar tem ajudado! 

Uma máscara poder iludir alguns, mas não engana todos!

sexta-feira, julho 16, 2010

Opiniões que contam...


Conversa com a minha filha de 10 anos.

- Amor, queres dar uma opinião ao pai?
- Está bem. - Disse, sentando-se na cadeira ao meu lado.
- Tenho aqui a gravação de um Karaoke meu... gostava de saber o que achas.
Depois de ouvir a primeira parte da minha versão de "Foi Feitiço" do André Sardet, a única que está gravada...
- Então?... Bom, mal, assim-assim?...
- Pai, quando chegar à parte do refrão... acho que te devias soltar mais! - levantou-se e colocou a mão sobre o meu ombro. - O resto está bom!
- Achas?
- Sim.
- Obrigado.

Os vizinhos que se cuidem!... E os vidros também. :p

quinta-feira, julho 15, 2010

Elixir da Juventude



Parece que os espanhóis descobriram a pólvora... Já se sabia disto há anos.

A pergunta é: Será mesmo que essa concentração funciona e vale o 1 Euro por cápsula? 30 Euros por mês, embora seja um preço baixo a pagar por todos os benefícios do suposto elixir, parece-me um preço alto, se não se contar tudo... é mesmo 100% natural? Não tem efeitos secundários?

Vou ficar atento a novos desenvolvimentos.

Entretanto, além do vídeo acima, poderá consultar mais informação neste site.

quinta-feira, julho 08, 2010

Filme: Inception - A Origem



Porque se insere nos domínios da mente e do Fantástico... coisas que me deu agora para escrever sobre.

Segundo a Wikipédia:
Uma ficção científica de acção contemporânea ambientada dentro da arquitetura da mente.

ESTREIA A 2 DE SETEMBRO DE 2010 - Portugal
08 de Agosto no Brasil

Nota de rodapé:
Atenção, "He bring the subject into that dream", não é "Trazemos o tema para esse sonho" (aos 44'') é sim "Trazemos o indivíduo (ou o sujeito) para esse sonho".

Uma palavra, para quem quiser aprender... "Contexto"! É (ainda) a diferença que nos distancia das máquinas (leia-se: tradutores automáticos)

Pergunto-me: Esta gente é paga para traduzir?!?...

terça-feira, julho 06, 2010

Advogando Lobo Antunes


Interpretações

De um comentário recebido para "Verdades absolutas" e cuja resposta ficou tão grande... que achei por bem colocá-la aqui.

Comentário:

"Uma mulher inteligente nunca será esquecida...

Esta frase tem peso - valoriza a mulher inteligente, mas não tem medida (no que se refere à educação)- espezinha a mulher estúpida. Concluindo, é uma frase com um quê de provocação, chegando mesmo a ser insultuosa. A mulher estúpida pode deixar marcas tão profundas como a mulher inteligente.

A inteligente marca o homem pela sua sabedoria, pela arte de interpretação a todos os níveis e pela complexidade, enquanto que, a estúpida, marca o homem pela transmissão de alegria e simplicidade.

Se for feita uma análise profunda, a mulher inteligente nunca consegue obter a alegria da mulher estúpida.
Aprecio a escrita de António Lobo Antunes, já conhecia esta frase, mas acho que não é bem recebida no seio feminino."

Resposta:

Esperando não ser tão mal interpretado como o foi o Lobo Antunes...

Não vejo uma mulher estúpida dessa forma. Nem espezinho mulheres ignorantes. Muito pelo contrário.

Isto quer dizer que quando penso "estúpido" não estou a referir-me, directa e somente, a pessoa sem-instrução, porque muitos desses indivíduos são muitas vezes mais interessantes que alguém que frequentou um MBA. Refiro-me mesmo à "indelicadeza de sentimentos", ao aborrecimento desmendido; ao "interessa-me mais a novela, que conversar contigo sobre a nossa realidade"... e então o que resta?... Sexo!? Preferiria um serão de conversa com uma mulher inteligente!

No meio, surge-me uma pergunta: Defenderias da mesma forma um homem estúpido?

A mulher estúpida deixa marcas!?... provavelmente, sim; marcas de revolta, de tempo perdido, da sensação de se ter estado a falar para o boneco. E quando tentam parecer inteligentes... ui! ui! Nem vale a pena (re)lembrar.

Se uma mulher conseguir distribuir alegria e simplicidade, concerteza que não é estúpida, e estúpido seria o homem que assim a visse. Se se analisar a frase de outra forma, ela pode ser insultuosa também para "a" mulher inteligente... embora em última análise - sem os "mas", os "ses" e as devidas objectividades - eu concorde que acaba por ser mais insultuosa para quem a profere. Contudo, ficar mais rico, sob o ponto de vista cultural, humano e de carácter com uma mulher inteligente tem muito que se lhe diga. Tanto que "Ter" de a esquecê-la... é capaz de fazer-nos dizer alguns disparates. E aposto que isto também é válido se trocarmos os géneros.

"Se for feita uma análise profunda, a mulher inteligente nunca consegue obter a alegria da mulher estúpida."

É o que passo a vida a dizer, "ignorance is bliss"... e aqui se comprova que estamos a discutir adjectivos que eu considero - e são - diferentes: Estupidez e ignorância. Neste sentido, enquanto acho que um ignorante não é forçosamente um estúpido, já um estúpido é com certeza um grande ignorante. Acumula! Porque gosta ou porque quer?... Não! Porque é estúpido. Agora tenta caracterizar da mesma forma um ignorante. Será que gosta? Certamente que não. E como é fácil destingui-los; um ignorante é humilde, um estúpido é presunçoso. Mas isso digo eu, que estou sempre a aprender... E à tua afirmação, apetece-me perguntar: E porque não?!?

Aposto que todos nós - de uma forma ou de outra - já conhecemos indivíduos estúpidos. E isso revolta-nos. Se a revolta tem de ser sempre sã e delicada... é outra conversa.


quinta-feira, outubro 01, 2009