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sábado, abril 14, 2018

Eu não me posso enervar...




...mas que raio devo fazer perante notícias como esta?

Goldman Sachs questiona: “Curar doentes é um modelo de negócio sustentável?”


E ainda fui ler. Pudesse o título transmitir-me erradamente que este senhores tinham esquecido...

Não. Parece que, por vezes, ter Homem e Ouro no nome baralha a cabecinha de muita gente.

(Qual era mesmo a directiva primária??)
(⟒⌖⏁⟒⍀⋔⟟⋏⏃⏁⟒ ⏁⊑⍜⌇⟒ ⌿⟒⍜⌿⌰⟒)
Segundo a CNBC, o analista do Goldman Sachs referiu como exemplo os tratamentos da Gilead Sciences para a hepatite C, os quais obtiveram taxas de cura superiores a 90%. As vendas nos EUA desses tratamentos para a hepatite C atingiram um valor máximo de 12,5 biliões de dólares em 2015, mas estão em queda acentuada desde essa altura. O Goldman Sachs estima que as vendas este ano vão quedar-se em menos de quatro biliões, tendo apresentado um gráfico com essa trajetória descendente no relatório em causa.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/goldman-sachs-questiona-curar-doentes-e-um-modelo-de-negocio-sustentavel-294118

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Fazer cada vez mais para ter cada vez menos...




Neste início de 2018 há uma ideia que continua a popular o meu cérebro e a ganhar cada vez mais neurónios adeptos até se tornar numa convicção política.

Primeiro, pergunto - e acho que todos deveríamos questionar -, porque razão executamos cada vez mais tarefas e, ainda por cima, nos cobram mais pelos serviços/produtos?!? Não seria suposto (justo) os valores baixarem uma vez que existe uma divisão do trabalho sem retribuição?... Não! Aqui a conta é mais de multiplicação!

Ele é a Autoridade Tributária com o pede factura e valida factura... e cada vez temos mais impostos! Ele é as compras em grandes superfícies comerciais com o registe e valide você mesmo as compras que tem de pagar... cada vez mais caras! Ele é o mete tu a tua gasolina, pica tu o teu bilhete, separa tu o lixo...

Não é que me faça confusão tirar um pouco do meu escasso tempo pessoal para dar a leitura da água, da luz ou entender porque raio é que os bancos que fecham cada vez mais balcões, despedem cada vez mais funcionários... têm uma necessidade tão desmedida e recorrente de aumentar comissões?!?

Não! O que me chateia é não conseguir vislumbrar qual a oculta proficiência que daí advém para mim ou para outro qualquer comum dos mortais?! Dá-me a sensação que sou voluntário à força numa orgia que não desejei, tenho de ser eu de baixar as calças e ainda por cima pagar pela vaselina!...

Estamos TODOS a tornar-nos alarves profissionais do paga e não bufa!


quinta-feira, julho 07, 2016

I miss you too (and now?...)



Transpiração. Nada de exsudação ou simples transpirar… transpiração! Exalado lentamente, dito; como se uma ordem fosse (ouve), como se quisesse senti-la, cheirá-la, saborear cada salgada gotícula dos seus poros. Um gosto que se misturava, desaparecia e voltava a intensificar-se a todo um novo centímetro do seu corpo. Ela encostava-se contra cada uma das paredes do duche, rodando o seu corpo e arqueava-se, para que nenhum ângulo fosse omitido, toda a sua sensualidade fosse retida na mente dele e reservada em cada uma das mais apaixonadas memórias a que se pudesse permitir.

Transpira...

(continua...)

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Cure



Cabeça redopia. Sangue que ferve. Suores que iludem os poros entre esquivas temperaturas sinusoidais. Os sons desvanecem e as pálpebras pesam cinquenta almudes. Aqui e ali reflexos de aranhas de fios alienígenas, obscuros tentáculos de dimensões fantasiosas e sons de gargarejos enfadonhamente nojentos.

O mais infernal ritmo vocal de toada sem nexo contagia os neurónios sedentos de descanso. Atingiu-se o pico. A partir daqui será a descer... ou abrandar, pelo menos.

sábado, janeiro 12, 2013

O Pitbull e a Criança ou a Pena de ter pena


Não me venham falar de um cão com aspecto submisso e tranquilo!


O Pitbull e a criança; a versão curta: Houve um animal que estava num quarto escuro onde entrou uma criança que sobre ele caiu. Como resultado do instinto do animal a criança foi atacada e veio a falecer.

"Justificação" mais que curta: O quarto estava escuro e a criança foi deixada entrar. Pelo que o animal se defendeu.

Sinopse geral: Uma criança morreu.

Indignação: Não matem o cão, porque não teve culpa... assustou-se.

Ora, como é que eu hei-de dizer isto sem ferir susceptibilidade e sem que me acusem de ser inimigo de animais... A "culpa" não existe no universo irracional. Tentar desculpar um acto de morte é tão grave como dizer ou permitir que "uma morte deveria justificar outra".

Por isso, senhores e senhoras indignados, aceitem a minha sugestão: adoptem o animal já! Pode ser que assim a "pena" seja comutada. Vão em frente, sem limites pela vida do cão, já que a da Criança pouco ou nada vos interessa. Porque... ah! Porra!... Como é que eu hei-de colocar isto... Se não se justifica matar o animal, garantam-me que não volta a acontecer com esse mesmo animal e com outro ser que o assuste!

sábado, agosto 25, 2012

Neurónios dispensáveis (?!?)



Por que ébrio me tomo?

Por entre os dedos escapava a sobriedade
Como finos grãos de areia
Só que o tempo não passava
Nem de ti me esquecia
A cada gole lembrava
Tudo aquilo que não queria
O sonho, a realidade perdida
Dose após dose, bem-medida
Nada limpava a ferida.
Se a dor se intensifica
Se o frio parece gelo
e o calor por parecê-lo
Tão quente se torna ainda
Em que raio de paradoxo me via
Quando o queria não era o que sentia
Pedia frio, mas sem me sentir gelar
Uma brisa de calor húmido
Por esta janela adentro pudesse entrar
E a dor profunda apaziguar.
Manter-te na memória ou deixar-te desfazer
Quantos copos serão precisos
Quantos goles terão de ser?

JdM AGO2012

domingo, abril 15, 2012

Em tempos havia os torneios... outra vez!!

Porque eu próprio preciso de lembrar-me - de vez em quando - desta história que escrevi há anos!




Santos da casa não fazem milagres ou...
em tempos, havia os torneios.


— Mestre, preciso falar-lhe - pediu humildemente o aprendiz, receando utilizar o precioso tempo do seu mentor. Ele sabia que a resposta seria muito provavelmente positiva, e a forma do pedido nada tinha de subserviência, mas revelava-se de um profundo respeito e reconhecimento.
— Sim meu rapaz, entra! - o velho olhou-o de alto a baixo, estranhando o seu nervosismo. - Conta! O que te traz por cá?
— Grande Mestre, estou confuso!...
— Acalma-te e... - fez uma pausa apontando para a única cadeira que havia do outrolado da sua velha secretária repleta de livros. - Senta-te! O rapaz respirou fundo.
— O que te confunde?
— As pessoas... - o velho olhou-o por cima dos óculos. -... as suas acções e reacções. - Acrescentou prontamente.
— Podes dar-me mais pormenores?
— O Mestre sabe como tenho tentado esmerar-me no trabalho que me confiou...
— Sim. E a propósito, como vão as coisas na estalagem? E o teu trabalho como preparador dos cavalos dos torneios? 
— Pois... os visitantes e os donos dos cavalos parecem dar muito mais importância aos bobos e aos saltimbancos do que àquilo que digo sobre como devem subir as estribeiras ou, noutros casos, porque as devem trocar.
— Mas, já alguma coisa aconteceu por não seguirem o que indicavas?
— Sim... - abanou afirmativamente com a cabeça. - De certa forma. Alguns dos donos dos cavalos trocaram de fabricante de sela. Mais propriamente para aquele correeiro que eu tenho dito fazer as selas do melhor e mais fiável couro.
— Trocaram?!... Mas, isso é óptimo meu rapaz!
— Nem por isso. - disse, decepcionado. - Esses são aqueles que nem sequer falam comigo e duvido mesmo que a minha mensagem lhes tenha chegado através dos seus pajens.O velho levantou o sobrolho à espera que o rapaz completasse.
— Eles próprios devem ter chegado a essa conclusão quando faziam torneios em terras distantes. Aí parece que dão muito mais importância a pessoas com as minhas funções. - concluiu.
— Há aí uma diferença...
— Mas, Mestre, o que mais me magoa é ouvir alguns comentários directos ao meu trabalho, culpando-me quando um cavalo não dá o rendimento que deveria ou morre em plena prova... - O velho ouvia-o com atenção. - Confesso que, de tudo o que me ensinou, a matéria sobre a qual ainda tenho alguma dificuldade é a mente... o espírito humano.O velho levantou-se e rodou sobre si próprio.
— Olha à tua volta! - disse, abanando com a bengala no ar. - Diz-me um único livro daqui que não tenhas desfolhado pelo menos uma vez!... Meu jovem, sabes tanto sobre tanta coisa e aquilo que mais te apoquenta são as opiniões dos outros. Mas isso é bom... - Voltou-se e, apoiado na bengala, balançou o indicador em direcção ao rapaz. - ...isso revela que te interessas, que há algo no interior de ti que gostaria de fazer ver a essas pessoas o quão erradas estão. Oh, a justiça... a injustiça!... - O rapaz abanou afirmativamente com a cabeça e um sorriso começou a desenhar-se no seu rosto. O Mestre estava a perceber.
— Pois escuta o que te digo! - aproximou-se e olhou-o nos olhos. - Não é fácil!
— Será uma cruzada inglória?
— Sim, talvez. Mas, isso não quer dizer que estejas errado ao tentar. Nunca penses ue o teu esforço é em vão, só por alguns comentários ou acções menos favoráveis.O espírito humano é demasiado complicado para concluíres que tudo tem a ver com o teu trabalho. - Aproximou-se do rapaz, agarrou-lhe os ombros e, sem esforço, levantou-o. - De uma coisa podes ter a certeza, por cada um que não te ouve há dez a quererem ouvir-te.O velho acompanhou-o à porta e acrescentou:
— Não é fácil mudar o pensamento humano do dia para a noite. Aquilo que tu sentes,outros antes de ti também sentiram... e acredita que mais sentirão. Por uma razão ou por outra, haverá sempre quem não compreenda o que estamos a fazer. Levar uma sopa quente ao leito do nosso moribundo vizinho, que antes nos roubava os ovos, pode parecer tão absurdo como profundamente generoso. Tudo isso faz parte de algo que uns compreenderão, outros aprenderão a compreender, mas outros jamais alcançarão. Mas, se juntares os que compreendem aos que têm vontade de aprender, verás que tens muita gente por quem valha a pena continuar.O velho sorriu-lhe e o olhar do jovem brilhou. A esperança tinha voltado. A forma estranha como algumas mentalidades faziam rimar senso comum com fundamentalismo deveria ser confrontada em vez de ignorada. Porque isso faria parte da grande Obra; além de consciencializar a diferença entre ignorância, estupidez e incompetência.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Ensaio sobre a incompreensão

Compreender



Trago comigo o tempo de perdura. O mesmo que me faz recordar as palavras que trocávamos, que pareciam sair do mesmo livro, do mesmo círculo de compreensão. Agora divago entre o que percebo e o que me é enigmaticamente apresentado com argumentos confusos e vagos. Procuro encontrar explicações. Soluções. Nada! É como tentar estancar sangue que não pára de jorrar. Pressiono a ferida, faço-lhe engenhosos torniquetes... sem resultado. É um martírio. Uma cruz demasiado pesada para uma só alma, um paradoxo de sensações e emoções; onde não há glória nesta reclusão, nem plenitude para lá destas grades.

(jdm Janeiro2012)

quinta-feira, novembro 17, 2011

Porque o que perdeu o "chapeuzinho"

Chama-se acento circunflexo e dá o verdadeiro sentido à frase. Pelo menos no meu idioma.



INGLÊS: E tens a certeza que consegues apanhar os erros de tradução?
PORTUGUÊS: "isso" o quê??... Ah! Queres dizer "isto".
HISTÓRIA: Tens a certeza?
CIÊNCIA: Nem as partes do corpo "dela"? Olha que se calhar dava jeito...
GEOGRAFIA: GPS é um sistema de posicionamento no globo, não um sistema informação geográfica (SIG ou GIS)
MATEMÁTICA: Científica?!?
ARTES: Isso diz muito de ti e do teu papagaio
EDUCAÇÃO FÍSICA: Estou cansado!

Valha-me João de Deus...

...de Nogueira Ramos


O abuso do gerúndio numa única frase faz-me pensar até onde é que vai o Novo Acordo Ortográfico ou a influência brasileira, ainda mais num site oficial de uma escola. 

A frase também não deve muito nem à semântica, nem à sintaxe e muito menos ao pragmatismo.

Esta imagem foi recolhida hoje. Pelos vistos nenhuma informação de interesse tem surgido nesta secção, consignada aos Encarregados de Educação, desde 12 de Outubro de 2006... mesmo havendo uma actualização em 22 de Janeiro de 2009. É pena, porque há muita coisa interessante a passar-se nas escolas que os EE devem conhecer; não as colocar só promove o desinteresse destes.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Menos 3 meses de salário!



+ 30 minutos/dia = + 1,375 dia/mês x 12 meses = 16,5 dias/ano + 4 (feriados) 
20,5 dias ano

Resumindo:

  • Tens de trabalhar ~ 1 mês (mês trabalho = 22 dias) a MAIS por ano.
  • O ordenado mantém-se e em muitos casos baixa (mesmo antes de impostos)!
  • Ficas sem o subsídio de Natal.
  • Ficas sem o subsídio de Férias.
  • Ganhas... mais um mês de trabalho!!

Pelas minhas contas são menos três meses SEM RECEBER.

Qual é o limite?

terça-feira, agosto 23, 2011

Estou farto!!


Estou farto de gentinha que vive como sanguessugas, privando os outros do seu direito a uma vida condigna, só babando quando vêem as vísceras alheias jorrarem ou o barulho dos ossos quebrando. Estou farto de pessoas mecânicas, robôs desprovidos de cérebro ou vontade própria que aniquilam - a mando, por inércia e sem valores - o seu próximo.

Estou farto!!

Mete-me raiva a sua visão do mundo. Sem futuro, num presente mesquinho e profundamente limitado.

Odeio-os e desprezo-os pela desfaçatez com que tratam o ser humano, as crianças... as nossas crianças.

Questiono-me como conseguem à noite descansar a cabeça no travesseiro...?!

Mas, o equilíbrio será reposto. E nessa altura, caros autómatos humanos, ver-se-ão no mesmo lado que nós. Nessa altura também vós sereis alimento para a máquina que ajudaram a criar. Toda a vossa vida será triturada pelas engrenagens que criaram... Eu, lá estarei para vos estender a mão e ajudá-los a caminhar através do vosso justo purgatório.

Vós sabeis quem sois, porque o vosso nome está escrito com o indelével sangue das vossas vítimas!

sexta-feira, junho 24, 2011

Amar a quanto obrigas...


"Ele ainda nutre sentimentos por ela."
Fringe. Temporada 3. Episódio 12


Amor não é um barco de um só timoneiro. Amar tem de se sentir a dois e ser alimentado a cada momento. É um sentimento recíproco, não muito dado a ambiguidades ou inconsequências.

Quando se ama queremos estender a mão e saber que o outro está lá, e não só que pode ou poderia estar. Queremos que faça notar a sua presença, numa frase, num telefonema, num qualquer gesto. Ocasionalmente é preferível ouvir um "até amanhã" sincero, que o toque físico num sepulcral silêncio. Às vezes nem adianta sequer sonhar, porque sabemos que esse sonho acabará por nos torturar e ser o carrasco da nossa paixão. Por vezes recusamos adormecer...

O episódio Fringe de hoje fez-me pensar que quem ama pode questionar, em um dado ponto da sua vida amorosa, o que se passará na cabeça do outro. É sinistro, inquietante e chega mesmo a ser reprovável tentar entrar assim na esfera privada mais íntima - o pensamento. Mas, será assim  tão censurável, tendo em conta que apenas se deseja saber um pouco de um assunto que também nos diz respeito?

A dúvida do coração, ao contrário de outra espécie de dúvidas, corroí-nos as entranhas e enlouquece-nos. E isso é natural, porque sentimos uma parte de nós afundar-se num mar de incertezas. Pior que não saber o rumo a seguir, é perder a noção do verdadeiro Amor; aquele que se tem e aquele que pretendemos dar...

Amor é compreensão, tolerância, carinho... tudo, reciprocamente sentido. Amor é não ter medo de dizer

AMO-TE!

porque só assim as barreiras deixarão de existir, os sonhos concretizar-se-ão e os dois serão felizes e confiantes timoneiros do mesmo barco.

sexta-feira, junho 03, 2011

Há-de haver um dia


Por vezes pergunto-me o que há para viver. Vezes sem conta sai-me sempre a mesma resposta... nada que eu não tenha ouvido. Nisto, como em tudo o mais, nem é preciso reinventar. Aliás, há muito pouco realmente novo nesta existência a que resolvemos chamar vida... Há tão pouco que vale a pena, que parece que ela - a vida - passa sem darmos conta; Como quem sai de casa, fecha a porta e, depois de andar alguns quarteirões, começa a pensar se colocou mesmo a chave e a rodou na fechadura. Por tão rotineiro... nem damos por ela.

Quero cometer um crime e matar a rotina. Matá-la! Ou pelo menos dar-lhe uma sarrafada tão grande que a coloque inconsciente por momentos, ou - melhor ainda - com o desejo de repetir.

Sonhos, pensamentos que se cruzam e se misturam para me dizer que é possível, que pode ser feito, que deve ser feito. Mesmo que eu saiba que não será uma solução definitiva, pelo menos sei que será aquela que eu quero e isso basta-me. Deveria bastar-me. Não um "bastante" de conformismo feito. Recuso resignar-me a estereótipos, velhos clichés, ou voltaríamos ao mesmo. Nada disso! Apenas algo que valha a pena. Que quebre com a rotina, que seja arrojado, que faça o sangue ferver e salte para fora, para lá da prática constante do dia-a-dia.

Os hábitos existem..., até um dia. Um dia qualquer. Até àquele dia! E pode ser que esse dia seja já amanhã!

domingo, fevereiro 13, 2011

Morrer de solidão



A primeira pergunta que me ocorre ao reparar nas últimas notícias é "Porquê?"...

Tendo a ser pragmático nas minhas análises - mesmo quando se trata de um assunto tão mórbido e inevitável como a morte -, mas dou por mim a questionar-me sobre o que leva as pessoas a morrerem sozinhas. Mais do que isso, a só serem encontradas semanas, meses ou mesmo 9 anos depois! Porque é que ninguém actua e realmente tenta saber o que se passa?!...

Já seria suficientemente cruel se fosse uma história saída de um qualquer romance, mas a realidade - como se pode infelizmente confirmar nestes casos - ultrapassa a ficção.

Estranho a resposta das instituições da nossa sociedade, especificamente no caso da idosa de Rinchoa. A PSP pouco ou nada fazia, a GNR empurra para a PSP, os serviços de água e luz são cortados, o correio amontoa-se, as Finanças fazem uma venda do imóvel por acumulação de dívidas... e um familiar é frequentemente descansado com a mesma resposta: "Se estivesse morta, cheirava mal!"...

Doutores!!

Na caricatura da situação - que nem precisa ser muito elaborada -, bastaria colocar uma questão a si próprio: Se é possível uma pessoa estar viva e cheirar mal, será possível uma pessoa estar morta e não feder?... Sim, é! Chama-se mumificação e pode acontecer de forma natural - sem intervenção humana, apenas por fenómenos naturais ambientais - ou provocada, - por processos naturais e/ou químicos realizados por outros seres humanos.

Quando não se tem a certeza, coloca-se a dúvida. É isso que se aprende com os grandes Mestres. Mas, parece-me que muita gente não consegue ser suficientemente humilde, ao ponto de reconhecer que está errada ou que sobre determinado assunto nada sabe e seria preferível investigar, calar-se ou passar a quem seja erudito.

Todavia, e a pesar de tudo, o que me continua a assolar o espírito é o que leva pessoas - segundo as informações - suficientemente abastadas, a morrer na solidão? Sejam velhos ou novos.

Tenho as minhas próprias teorias. Posso estar enganado, mas parece-me que a culpa é da Sociedade. Passível de discussão, certo. Mas, reparem que quando digo Sociedade, refiro-me ao pensamento, à consciência colectiva.

E ainda me parece que temos muito a aprender.

Porque é possível estar-se sozinho, mesmo no meio da multidão... seria bom que todos nós, pessoas e instituições tratássemos o próximo como um ser humano e não como mais um número.

...Talvez assim fossemos, efectivamente, mais humanos!

terça-feira, agosto 24, 2010

Olhares



Olhar distante

Há sempre uma luzinha em tudo.
Por mais ténue que possa parecer...
Mesmo que nessa aurora
O sentido de um olhar
Se apresente deveras estranho
Não será certamente distante
Porque a distância não é tudo
Quando queremos que seja nada.

(c) JdM 24AGO2010

quinta-feira, agosto 12, 2010

Navegando em serenidade



Em Portos de Abrigo

É bom quando não há distâncias
Óptimo aquele sussurrar querido
Bem pertinho do ouvido
Um toque que pode nem sequer se ter
mas que com certeza se sente
Em corrupios de ardentes seduções
E no fogo que nos enlouquece a alma
Sentimos o que nunca pensámos sentir
Velejamos a todo o pano
nesse mar
antes chuva miudinha
Vislumbramos o brilho da aura
Numa bela luz que ilumina
e sorrimos para a vida
como se ela quisesse
pela primeira vez
ser gentil connosco
Agradecemos cada momento
Cada palavra, cada carinho
Oh! doce e calma tranquilidade…

tkx airam

terça-feira, julho 20, 2010

Realidades, ilusões e desilusões...



Escrevi este texto há alguns anos.
Mesmo adaptando ao presente, acho que, no essencial, ele continua a fazer (imenso) sentido.

Neste mundo da net, é impressionante o que encontramos em, e para lá de, cada face, avatar ou nick. 
Se alguns tendem a julgar o justo pelo pecador, muitos abrem as portas a qualquer estranho e "coleccionam" contactos atrás de contactos, como amizades numa sala de troféus. E era tão bom que tudo o que desejamos fosse verdade, não é?... Era tão bom que fosse tudo exactamente como nós queremos. Só que, nessa equação, esquecemos o fundamental; há sempre dois indivíduos, duas mentes, dois pensamentos... Será errado julgar, como é errado tomar um compromisso unilateral nesse binómio. Porque um "compromisso" pressupõe uma promessa mútua.
Claro, o mundo não é perfeito... mas, magoa ver tanta fraude e frivolidade por trás de certos olhos/indivíduos. 
Felizmente, nem todos são como esses NetVizinhos, e aqui e ali encontramos pérolas de verdadeira sabedoria de experiência de vida feita. Cunhos de imagens - metaforicamente falando - reais, sinceras e amigas.
A pergunta sacramental continua a ser: "O que fazer com tudo isso?" - Descobrir? Dissimular? Salientar? ou simplesmente ignorar? 
Eu (ainda) escolho tudo!... 
Tento indagar mais do que a fina camada superficial, ajudar a encobrir fragilidades, salientar as qualidades e ignorar as frivolidades. O que quer ser fútil... no nada continuará. Assim seja!
No fim é certo que posso estar sem grandes resultados liquidos para mim próprio, mas não me importo, porque considero-me muito mais rico em termos de Conhecimento, Amizades e magnanimidade. 
Por isso, continuo a acreditar. E acreditar tem ajudado! 

Uma máscara poder iludir alguns, mas não engana todos!

terça-feira, julho 06, 2010

Advogando Lobo Antunes


Interpretações

De um comentário recebido para "Verdades absolutas" e cuja resposta ficou tão grande... que achei por bem colocá-la aqui.

Comentário:

"Uma mulher inteligente nunca será esquecida...

Esta frase tem peso - valoriza a mulher inteligente, mas não tem medida (no que se refere à educação)- espezinha a mulher estúpida. Concluindo, é uma frase com um quê de provocação, chegando mesmo a ser insultuosa. A mulher estúpida pode deixar marcas tão profundas como a mulher inteligente.

A inteligente marca o homem pela sua sabedoria, pela arte de interpretação a todos os níveis e pela complexidade, enquanto que, a estúpida, marca o homem pela transmissão de alegria e simplicidade.

Se for feita uma análise profunda, a mulher inteligente nunca consegue obter a alegria da mulher estúpida.
Aprecio a escrita de António Lobo Antunes, já conhecia esta frase, mas acho que não é bem recebida no seio feminino."

Resposta:

Esperando não ser tão mal interpretado como o foi o Lobo Antunes...

Não vejo uma mulher estúpida dessa forma. Nem espezinho mulheres ignorantes. Muito pelo contrário.

Isto quer dizer que quando penso "estúpido" não estou a referir-me, directa e somente, a pessoa sem-instrução, porque muitos desses indivíduos são muitas vezes mais interessantes que alguém que frequentou um MBA. Refiro-me mesmo à "indelicadeza de sentimentos", ao aborrecimento desmendido; ao "interessa-me mais a novela, que conversar contigo sobre a nossa realidade"... e então o que resta?... Sexo!? Preferiria um serão de conversa com uma mulher inteligente!

No meio, surge-me uma pergunta: Defenderias da mesma forma um homem estúpido?

A mulher estúpida deixa marcas!?... provavelmente, sim; marcas de revolta, de tempo perdido, da sensação de se ter estado a falar para o boneco. E quando tentam parecer inteligentes... ui! ui! Nem vale a pena (re)lembrar.

Se uma mulher conseguir distribuir alegria e simplicidade, concerteza que não é estúpida, e estúpido seria o homem que assim a visse. Se se analisar a frase de outra forma, ela pode ser insultuosa também para "a" mulher inteligente... embora em última análise - sem os "mas", os "ses" e as devidas objectividades - eu concorde que acaba por ser mais insultuosa para quem a profere. Contudo, ficar mais rico, sob o ponto de vista cultural, humano e de carácter com uma mulher inteligente tem muito que se lhe diga. Tanto que "Ter" de a esquecê-la... é capaz de fazer-nos dizer alguns disparates. E aposto que isto também é válido se trocarmos os géneros.

"Se for feita uma análise profunda, a mulher inteligente nunca consegue obter a alegria da mulher estúpida."

É o que passo a vida a dizer, "ignorance is bliss"... e aqui se comprova que estamos a discutir adjectivos que eu considero - e são - diferentes: Estupidez e ignorância. Neste sentido, enquanto acho que um ignorante não é forçosamente um estúpido, já um estúpido é com certeza um grande ignorante. Acumula! Porque gosta ou porque quer?... Não! Porque é estúpido. Agora tenta caracterizar da mesma forma um ignorante. Será que gosta? Certamente que não. E como é fácil destingui-los; um ignorante é humilde, um estúpido é presunçoso. Mas isso digo eu, que estou sempre a aprender... E à tua afirmação, apetece-me perguntar: E porque não?!?

Aposto que todos nós - de uma forma ou de outra - já conhecemos indivíduos estúpidos. E isso revolta-nos. Se a revolta tem de ser sempre sã e delicada... é outra conversa.